Estudo sugere que Colômbia se prepare contra ameaça externa

BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia deveria reforçar sistemas de defesa aérea e outros recursos bélicos para dissuadir uma ameaça estrangeira, já que há países com planos expansionistas na região, segundo um documento do governo local. A análise do Ministério da Defesa não cita os países, mas Bogotá atravessa uma crise com a vizinha Venezuela, que analistas dizem gerar o risco de incidentes na fronteira.

Reuters |

O documento intitulado "Forças do Estado e Desafios para o Futuro" pede mais ênfase na defesa da soberania nacional devido ao risco causado por países com "aspirações expansionistas em termos ideológicos e territoriais."

O ministro da Defesa, Gabriel Silva, disse neste mês que a Colômbia enfrenta uma ameaça externa pela primeira vez depois de décadas concentrada no combate às guerrilhas de esquerda e ao narcotráfico.

"A Colômbia deveria adquirir uma capacidade dissuasória crível para convencer um adversário potente de que o custo de qualquer agressão iria superar os eventuais benefícios de um ataque", disse o texto divulgado nesta segunda-feira no site do ministério.

O estudo, feito por analistas do ministério e concluído em outubro, destinava-se a identificar novos desafios para as Forças Armadas e a fazer recomendações sobre como agir a respeito.

O estudo diz que a Colômbia deveria adquirir sistemas de defesa aérea, sistemas de alerta antecipado e outras armas, além de reforçar suas forças especiais para confrontar o risco de ataques convencionais, não convencionais e de guerrilha.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já ordenou que suas forças se preparem para uma eventual agressão externa, que ele acha que está se configurando por causa do recente acordo pelo qual a Colômbia autoriza os EUA a usarem sete bases militares em seu território.

A Colômbia e os EUA negam que o acordo militar prejudique a Venezuela, alegando que se trata de uma estratégia para derrotar os traficantes e guerrilheiros.

"Da Colômbia, o império ianque está planejando, com uso de tropas colombianas, uma agressão contra a Venezuela", disse Chávez a militares numa cerimônia nesta segunda-feira perto da fronteira.

(Reportagem de Patrick Markey)

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