Estudo revela vantagem evolutiva dos primatas pequenos

Washington, 15 mai (EFE).- O consumo de energia dos primatas pequenos, como os macacos, é similar ao existente em uma caminhada, o que explicaria a vantagem que permitiu a esses ancestrais biológicos do ser humano moderno instalar seu habitat nas árvores há 65 milhões de anos.

EFE |

Segundo relatório publicado hoje pela revista "Science", esse consumo similar de energia foi constatado em cinco espécies diferentes de primatas quando subiam em uma árvore e se deslocavam sobre uma corda.

"Acreditávamos que para eles seria mais oneroso em termos de energia subir em uma árvore que caminhar e por isso a descoberta nos surpreendeu", manifestou Jandy Hanna, cientista da Escola de Medicina Osteopática da Virgínia.

Timothy Griffin, instrutor do Laboratório de Bioengenharia Ortopédica do Centro Médico da Universidade de Duke, indicou que embora subir em árvores não seja consideravelmente mais exigente para os primatas pesados que para os leves, "o custo energético se reduz com o tamanho".

Em conseqüência, "as espécies que pesam mais de um quilo têm mais incentivo ao caminhar que ao subir. Mas para os que pesam menos, não há diferenças", acrescentou.

Os cientistas indicam que a transição à vida nas árvores foi o que ajudou na evolução dos primatas que chegou até o homem bípede moderno.

Os primeiros primatas antepassados do ser humano, que há 65 milhões de anos não eram maiores que um roedor, sofreram mudanças evolutivas fundamentais quando viviam e se alimentavam nos galhos das árvores, segundo Daniel Schmitt, professor de antropologia biológica da Universidade de Duke.

"Essas mudanças incluíram a capacidade de desenvolver unhas em vez de garras para se prender aos galhos. Chegaram ao alto das árvores e ficaram ali", assinalou. EFE ojl/db

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