Estudo revela risco de sangue artificial

As transfusões de sangue artificial provocaram 30% mais óbitos que as transfusões de sangue natural, revela um estudo publicado nesta segunda-feira na edição on-line da revista da Associação Médica Americana (Jama, sigla em inglês).

AFP |

Os pesquisadores analisaram os resultados de 16 testes clínicos sobre cinco produtos diferentes, aplicados em 3.711 pacientes.

Os resultados apontam 164 mortes entre pacientes tratados com sangue artificial, contra 123 óbitos entre os que receberam transfusões de sangue natural.

As hemoglobinas artificiais aumentaram em 30% o risco de óbito, com 59 crises cardíacas fatais, contra 16 entre o grupo de controle, destacam os autores.

Estes testes clínicos suscitam perguntas sobre a inocuidade destes produtos e não demonstram benefícios clínicos conclusivos, destaca o doutor Charles Natanson, dos Institutos Nacionais americanos de Saúde (NIH, sigla em inglês), principal autor do trabalho.

Segundo o médico, a agência americana para os medicamentos (FDA) poderia ter evitado grande parte destas mortes detendo os testes clínicos há 8 anos, realizando uma análise da mortalidade acumulada e evidenciando assim o elevado risco apresentado por distintos sangues artificiais.

js/LR

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