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Estudo revela risco de exportar aids através das fronteiras

Washington, 29 jul (EFE).- Os usuários de drogas deportados dos Estados Unidos para Tijuana têm quatro vezes mais possibilidades de estarem infectados com o vírus da aids do que outros usuários de entorpecentes dessa cidade mexicana, segundo um estudo divulgado hoje.

EFE |

O relatório, publicado pela edição na internet da "Public Library of Science" ("PLoS"), foi feito por cientistas da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia e especialistas mexicanos e será apresentado oficialmente no dia 5 na Conferência Internacional de Aids na Cidade do México.

Os cientistas afirmam que, embora o estudo não tivesse proposto uma relação causal, suas conclusões sugerem a necessidade de examinar os fatores de risco do deslocamento forçado, assim como a de aplicar programas de apoio para pessoas dos dois lados da fronteira.

Tijuana, com uma população de 1,4 milhão de pessoas, é a maior cidade fronteiriça do México e é um centro do tráfico de drogas e plataforma para os imigrantes ilegais que pretendem chegar aos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, Tijuana abriga o maior número de viciados em proporção à sua população.

Também é um centro de prostituição e todos estes fatores contribuem para a crescente epidemia do HIV e de outras doenças venéreas na cidade.

Em entrevistas realizadas com 1.056 drogados, a maioria homens, os pesquisadores descobriram uma inesperada relação entre o tempo que essas pessoas tinham vivido em Tijuana e a infecção por HIV.

Aqueles que tinham vivido na cidade durante períodos curtos tinham maiores possibilidades de contrair a doença e, entre os homens, esta relação se explicava pelo fato de que um alto percentual deles tinham sido imigrantes deportados dos EUA.

"A deportação esteve vinculada em grande parte à infecção do HIV nos homens", declaram no estudo a professora Steffanie Strathdee e Harold Simon, diretor da Divisão Internacional de Saúde e Medicina Transcultural da Escola de Medicina.

"Um fator que não antecipávamos era que viver em Tijuana por tempos prolongados estivesse associado com uma menor prevalência do HIV nos homens, algo oposto ao que descobrimos nas mulheres. Entre elas, as residentes há muito tempo em Tijuana tinham um maior risco de infecção", indicaram. EFE ojl/bm/db

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