Estudo revela que mortalidade por câncer continua diminuindo nos EUA

Washington, 14 ago (EFE).- O número de mortes por câncer continua sua declinação iniciada nas últimas três décadas, especialmente entre os mais jovens, indica um estudo publicado hoje pela Cancer Research, uma revista da Associação dos Estados Unidos para a Pesquisa do Câncer.

EFE |

"Nossos esforços contra o câncer, incluindo a prevenção, a detecção adiantada e os melhores tratamentos foram um profundo avanço, mas o público não apreciou esse progresso devido à forma como os dados são divulgados", disse Eric Kort, do Instituto Van Andel de Pesquisas, em Grand Rapids, Michigan.

As estatísticas recolhidas desde a década de 1990 indicam uma declinação modesta, mas em geral se referem especialmente aos americanos de mais idade cuja taxa de mortalidade é mais alta, disse Kort.

Como resultado, esses números tendem a ocultar os dados específicos dos mais jovens, acrescentou.

Em seu estudo, que inclui indivíduos nascidos desde 1925, Kort determinou que a declinação é sustentada e geral.

No entanto, a maior baixa no número de mortes foi registrada entre os mais jovens e é de 25,9% em cada década.

Entre os grupos de mais velhos, essa redução foi de 6,8%, também por década.

O estudo lembra que a Organização Mundial da Saúde previu que a partir de 2010 o câncer será a principal causa de morte.

No entanto, o relatório também adverte que embora tenha acontecido uma declinação na mortalidade por câncer, a correspondente às doenças do coração foi ainda mais rápida.

Embora seja certo que as taxas de incidência de câncer continuem aumentando, a redução em sua taxa de mortalidade em todos os grupos mostra o efeito dos melhores métodos de detecção, aponta o estudo.

Como exemplo, cita os casos de leucemia e linfoma como representativos dos níveis mais baixos de mortalidade.

"No câncer infantil especialmente, alcançamos coisas assombrosas com a leucemia e o linfoma. Costumavam ser uma sentença de morte, mas agora estamos curando muitos desses cânceres", disse Richard Severson, epidemiologista do Departamento de Medicina Familiar e Ciências da Saúde Pública da Universidade Estadual de Wayne (Michigan). EFE ojl/ma

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