Estudo revela erros em ataques dos EUA que mataram civis afegãos

Washington, 3 jun (EFE).- Os militares americanos cometeram grandes erros nos ataques aéreos sobre uma região do oeste do Afeganistão no mês passado em que morreram pelo menos 20 civis, revelou hoje o diário The New York Times em seu site.

EFE |

A publicação disse que um alto cargo das Forças Armadas dos EUA indicou que os ataques lançados por ar e terra teriam gerado um menor número de baixas civis se tivessem sido adotadas todas as normas para impedir esse resultado.

Segundo a fonte do diário, um dos aviões que recebeu autorização para atacar forças talibãs voou em círculos sobre a zona e depois não confirmou o alvo antes de lançar as bombas.

Isso deixou aberta a possibilidade de os talibãs terem fugido do lugar ou de civis terem ingressado na zona, acrescentou.

Em outro caso, foi atacado um conjunto de prédios em que se agrupavam talibãs possivelmente para lançar um contra-ataque sobre tropas americanas e afegãs, em violação das normas que exigem uma ameaça iminente antes de atacar um local onde há civis.

"Em várias ocasiões houve uma ameaça legítima, mas a forma de enfrentar essa ameaça não cumpriu s normas vigentes de combate", assinalou.

Fontes do Pentágono confirmaram à Agência Efe que existe um relatório sobre essas operações, mas assinalaram que ainda não está terminado.

"Trata-se de um estudo atribuído a um grupo independente, o que não foi concluído. Portanto, não é possível indicar suas conclusões", contou uma das fontes.

Segundo o diário, o relatório constitui o reconhecimento mais claro de parte das autoridades militares sobre problemas vinculados aos ataques realizados em 4 de maio passado. EFE ojl/rr

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