Estudo relaciona região cromossômica com risco de câncer pulmonar

Barcelona, 2 abr (EFE).- Um estudo elaborado por um grupo internacional de cientistas a partir de dados coletados de mais de 11 mil pacientes identifica, pela primeira vez, uma região cromossômica associada ao risco de sofrer câncer de pulmão.

EFE |

O relatório, publicado na revista científica "Nature", foi redigido a partir de dados de 11 mil pacientes, 4 mil dos quais sofriam de câncer de pulmão e 7 mil não - números que são usados como "marcadores" para comparar os resultados -, e é um dos mais amplos feitos até agora sobre esta doença.

Segundo o trabalho, variações genéticas em uma região cromossômica podem aumentar significativamente o risco de desenvolver este tipo de câncer.

Foram medidos 300 mil marcadores, que permitem que se tenha idéia das características genéticas dos pacientes. Os cientistas perceberam que na região do genoma localizada no braço longo do cromossomo 15 há uma concentração de marcadores nos pacientes com câncer de pulmão.

Nesta região há três genes que codificam as proteínas que formam o receptor de substâncias como nicotina, mas que apenas existem em casos de câncer de pulmão, e não de laringe ou faringe, também relacionados com o hábito de fumar.

Isso quer dizer que estes marcadores apenas identificam um maior risco de sofrer câncer de pulmão.

Este tipo de tumor é a principal causa de morte por câncer no mundo, com mais de um milhão de casos diagnosticados por ano.

Aproximadamente 80% dos cânceres de pulmão são decorrência da fumaça do tabaco, e o resto procede de causas ocupacionais e atmosféricas.

Esta descoberta abre uma nova via de pesquisa para desenvolver elementos que bloqueiem as substâncias que ativam os receptores ou obstruir o receptor para retardar o desenvolvimento das células tumorais.

Uma pessoa com esta alteração genética tem 30% mais de risco de sofrer câncer de pulmão. EFE nac/db

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