Estudo mostra que gelo derrete cada vez mais rápido na Groelândia

Genebra, 25 fev (EFE).- O aquecimento na Antártida está muito maior do que se pensava e o gelo da Groenlândia derrete cada vez mais rápido, diz o maior estudo internacional dos últimos 50 anos nas regiões polares, autênticos barômetros da mudança climática.

EFE |

Durante dois anos cerca de 10 mil cientistas de mais de 60 países realizaram um programa de pesquisas intensivas no Ártico e na Antártida denominado Ano Polar Internacional (API).

Patrocinada pelo Conselho Internacional para a Ciência (CIUC) e a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), a campanha conseguiu novos conhecimentos sobre a função que desempenham as regiões polares no funcionamento do sistema terrestre.

O relatório afirma que "durante o API 2007-08 nosso planeta estava mudando com uma rapidez sem precedentes na história da humanidade, especialmente nas regiões polares".

Neste período voltaram a acontecer avaliações do estado da camada de gelo da Groenlândia e da Antártida, usando novas técnicas como as medições de satélites das mudanças de altitude e os campos gravitacionais das camadas de gelo.

"Parece certo que tanto o manto de gelo da Groenlândia como o da Antártida estão perdendo massa e, em consequência, aumentando o nível do mar, e que o gelo da Groenlândia está se perdendo cada vez mais rápido", disse o relatório.

E "as novas informações confirmam que o aquecimento da Antártida está muito mais ampliado do que se pensava antes do Ano Polar", declarou.

Durante as travessias internacionais da Antártida, os cientistas realizaram estudos em regiões onde nenhum homem tinha colocado o pé há 50 anos.

No período das investigações "a extensão do gelo marinho perene no Ártico no verão diminuiu em aproximadamente um milhão de quilômetros quadrados, até alcançar sua dimensão mais reduzida desde que começaram os registros de satélite".

Além disso, pela primeira vez desde o início das observações se constatou que na região do Pólo Norte o manto de gelo de um ano de antiguidade era relativamente fino em meados de inverno.

Foram obtidas provas conclusivas de que "estão acontecendo mudanças no sistema gelo-oceano-atmosfera do Ártico".

Vários projetos do API apresentaram novas informações sobre a velocidade com o que está acontecendo o aquecimento terrestre.

Desta forma, se constatou que o oceano Austral aqueceu mais rápido que o oceano mundial, e que as águas densas profundas que se formaram perto da Antártida perderam salinidade em alguns locais e se aqueceram em outros.

Todas estas mudanças são indícios de que o aquecimento da Terra está afetando a Antártida de formas nunca antes imaginadas. EFE vh/fal

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