Estudo liga aumento de calor a dor de cabeça

Um estudo realizado nos Estados Unidos sugeriu que dias de calor podem aumentar o risco de enxaqueca. Os pesquisadores analisaram os casos de mais de 7 mil pessoas que procuraram alívio para fortes dores de cabeça no Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston, entre maio de 2000 e dezembro de 2007.

BBC Brasil |

No total, 2.250 pessoas receberam um diagnóstico de enxaqueca e 4.803, de dores de cabeça provocadas por tensão ou outras causas.

Eles constataram que o risco de incidência da dor aumentou 7,5% para cada cinco grau centígrado a mais na temperatura do ar.

A ocorrência de baixa pressão atmosférica, que tipicamente traz céu encoberto e possibilidade de chuva, também foi ligada a enxaquecas, mas com uma influência menor.

Eles constataram, contudo, que a poluição do ar em geral não teve influência sobre a incidência de enxaquecas.

Os pesquisadores monitoraram vários fatores ambientais, como temperatura, pressão, umidade e poluição do ar, durante os três dias que antecediam as visitas dos pacientes ao hospital e nas semanas subsequentes, para verificar qual destes fatores estaria mais ligado a fortes dores de cabeça.

De todos os fatores analisados, o que se associou mais à dor de cabeça foi a ocorrência de temperatura mais alta 24 horas antes da ida do paciente para o hospital. Em menor grau, pressão mais baixa, num período de 72 a 48 horas antes da visita do paciente ao hospital, também pareceu ser um fator para dor de cabeça.

O pesquisador Kenneth Mukamal, do Centro Médico Beth Israel Deaconess e da Escola de Medicina de Harvard, disse: "Esta descoberta nos diz que o ambiente à nossa volta afeta nossa saúde e, em termos de dor de cabeça, pode ter impacto em muitas pessoas diariamente."
Mukamal afirmou que as pessoas que sofrem de enxaqueca devem ir ao médico para identificar o que pode provocar os seus sintomas e, mesmo que elas não possam alterar o clima, podem receber dos médicos uma medicação profilática para evitar dores de cabeça provocadas pelas condições meteorológicas.

O estudo foi publicado na revista Neurology
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