Um estudo conduzido por especialistas americanos sugere que um tipo de antidepressivo pode afetar a fertilidade masculina. A equipe de pesquisadores, do Centro Médico de Cornell, em Nova York, observou que homens saudáveis que tomaram o remédio paroxetina durante quatro semanas apresentaram danificações genéticas em seus espermatozóides.

Nos testes, os especialistas recrutaram 35 homens que forneceram amostras de esperma antes e depois de tomar o medicamento.

Exames de microscópio revelaram que não havia diferença na forma e no movimento dos espermatozóides entre as amostras fornecidas nos dois momentos, mas que os problemas apareciam durante exames de "fragmentação de DNA".

Os testes de DNA mostraram que as amostras fornecidas antes do tratamento com o antidepressivo continham 13,8% de espermatozóides danificados. Quatro semanas mais tarde, este índice havia subido para 30,3%.

Os especialistas estão investigando se o aumento na danificação dos espermatozóides seria suficiente para afetar a fertilidade masculina ou se os 70% dos espermatozóides restantes seriam capazes de produzir uma gravidez.

Estudos realizados com casais que estavam sendo tratados com fertilização in vitro, mostraram que homens cujos espermas haviam defeitos no DNA produziam menos embriões e que, quando estes eram introduzidos na mulher, tinham menos chances de se implantar no útero.

A pesquisa foi reproduzida pela revista científica New Scientist.

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