Estudo feito no Canadá diz que processo de vitrificação na gravidez é seguro

Londres, 17 jun (EFE).- O congelamento de óvulos pelo processo de vitrificação para uma gravidez adiada é um método seguro que, inicialmente, parece não representar perigo para a eventual prole, diz um estudo dirigido por Ri-Cheng Chian, da Universidade McGill, de Montreal (Canadá).

EFE |

Segundo o estudo, publicado pela revista "Reproductive Biomedicine Online", o índice de defeitos de nascença entre as crianças fruto de óvulos vitrificados é de 2,5%, porcentagem comparável ao de nascimentos naturais ou por fecundação in vitro.

Os resultados do estudo poderiam encorajar muitas mulheres, que tem a carreira profissional como prioridade, a estudarem a possibilidade de recorrer ao método para adiar sua gravidez, diz o jornal "The Times".

"Caso eu tivesse duas filhas de 35 anos, solteiras, mas que desejassem preservar sua fertilidade até mais tarde, recomendaria a elas o uso desta técnica. Também aconselharia caso elas tivessem 20 ou 25 e quisessem recorrer a ela por motivos sociais", declarou Chian ao jornal britânico.

"Não podemos dizer ainda que é 100% seguro, mas estamos começando a reunir provas suficientes de que (o método) não representa perigo, até onde sabemos", explicou o cientista.

Segundo Chian, a American Society for Reproductive Medicine (ASRM) recomenda o congelamento de óvulos por razões sociais apenas para testes clínicos, já que ainda não há informação suficiente disponível.

Gillian Lockwood, diretora médica da Midland Fertility Services, que oferece este tipo de serviço no Reino Unido, declarou ao mesmo jornal que estas são as provas que sua empresa procura.

"Acho que chegará um momento em que será considerada uma perversão negar a uma mulher a possibilidade de usar seus próprios óvulos congelados para ficar grávida", declarou Lockwood.

Até 95% dos óvulos vitrificados superam este processo, frente a 50% ou 60% dos conservados por outras técnicas de congelamento mais antigas.

Segundo a doutora Lowckwood, uma parcela de suas pacientes se submete a este processo por motivos sociais, outra parte por sofrer câncer e uma terceira por razões éticas.

O congelamento custa no Reino Unido entre 2.520 euros e 3.780 euros (US$ 3.913 e US$ 5.870) mais um valor anual pelo armazenamento dos óvulos.

A vitrificação funciona assim: primeiro o ovário da mulher é estimulado por medicamentos para que produza uma quantidade extra de óvulos. Após este processo, eles são extraídos com uma agulha inserida pela vagina.

Os óvulos são desidratados e tratados com um anticongelante para depois serem congelados rapidamente ou vitrificados e armazenados pelo tempo que for necessário.

Quando a mulher estiver disposta a ser mãe os óvulos podem ser fecundados in vitro e os embriões serão implantados no útero. EFE jr/fh/fal

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