Washington, 14 ago (EFE).- A luta global contra o narcotráfico registrou avanços, mas a corrupção - e, no caso da Venezuela, o pouco apoio político - dificulta esse trabalho, segundo um relatório divulgado hoje pelo Escritório de Supervisão do Governo (GAO, em inglês) dos Estados Unidos.

"Apesar dos avanços na cooperação internacional, vários fatores, incluindo as limitações de recursos e falta de vontade política, impediram que os EUA progredissem em sua ajuda para que os Governos sejam membros plenos e auto-suficientes nos esforços antinarcóticos", disse a análise de 65 páginas.

O relatório do GAO, solicitado pelo senador republicano Charles Grassley e pelo legislador democrata Howard Berman, analisou a cooperação antidrogas em Bahamas, Jamaica, Haiti, República Dominicana, Guatemala, Panamá, Equador e Venezuela, que figuram entre os principais "países de passagem" do tráfico.

A GAO lembrou que estes países têm recursos limitados para a luta contra os narcotraficantes e muitas de suas iniciativas dependem da assistência dos EUA.

Além disso, outro impedimento na cooperação antinarcóticos foi a falta de vontade política para aplicar as iniciativas contra o narcotráfico em alguns países.

"Isto é particularmente certo na Venezuela que, devido às tensas relações com os EUA, deixou de cooperar nas iniciativas antinarcóticos americanas desde 2005", assinalou o relatório.

Desde o ano fiscal 2003 até o de 2007, os EUA forneceram um total de mais de US$ 950 milhões em ajuda direta ou indireta para a luta antinarcóticos nos países da "zona de passagem", sem incluir a cooperação destinada ao México.

"Os programas para fortalecer a capacidade de interdição marítima foram afetados, já que os países-membros carecem de combustível e outros recursos necessários para operar e manter as embarcações fornecidas pelos EUA", apontou o GAO. EFE mp/bm/db

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