Estudo diz que uso do medicamento Aciclovir não reduz risco de contrair HIV

(embargada até às 20h01 de 19 de junho) Londres, 19 jun (EFE).- O medicamento antiviral Aciclovir não diminui as possibilidades de contrair o vírus HIV-1 em mulheres e homens que têm relações sexuais com pessoas do sexo masculino infectadas com herpes genital.

EFE |

Esta é a conclusão de um estudo efetuado por uma equipe da Universidade de Washington (Seattle, Estados Unidos) dirigido por Connie Celum e publicado na revista médica "The Lancet".

Os cientistas realizaram um teste cego com mulheres e homens soronegativos, mas infectados com o vírus do herpes simples tipo 2, e que haviam mantido relações sexuais com homens em algumas regiões do Peru e dos EUA.

Dos participantes, 1.637 receberam 400 miligramas de Aciclovir, enquanto 1.640 receberam um placebo por um período que variou entre 12 a 18 meses, e todos foram observados e convenientemente assessorados sobre redução de riscos durante esse tempo.

A incidência de HIV-1 foi de 3,9 para cada 100 pessoas durante um ano de observação no grupo que recebeu o Aciclovir, e de 3,3 por 100, em quem recebeu um placebo. Ou seja, quase não houve variações entre ambos os grupos.

No entanto, a incidência das úlceras genitais foi reduzida em 47% no primeiro grupo, e a das causadas diretamente pelo vírus do herpes simples tipo 2 caiu em 63%.

Os autores chegaram à conclusão de que "o tratamento com dose padrão de Aciclovir não é eficaz na hora de reduzir a aquisição do vírus de HIV-1 nas mulheres e nos homens afetados pelo vírus do herpes simples tipo 2 que têm relações sexuais com outros homens".

Segundo eles, ainda é preciso estudos adicionais para determinar se essa ineficácia se deve à absorção da droga e ao metabolismo, à resposta clínica das úlceras genitais ao Aciclovir ou à resposta genital imunológica depois da reativação do vírus do herpes. EFE jr/fh/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG