Estudo diz que sexo de bebês pode ser determinado pela dieta da mãe

Redação Internacional, 22 abr (EFE).- Para quem deseja ter um filho homem não há nada melhor que uma dieta rica em calorias e nutrientes, enquanto fazer um regime antes da gravidez aumenta as probabilidades de dar à luz uma menina.

EFE |

Não se trata de uma nova "simpatia", mas do resultado de um estudo realizado por médicos das universidades britânicas de Exeter e Oxford, que pela primeira vez demonstra que o sexo do bebê está relacionado com a dieta da mãe.

Segundo a doutora Fiona Matthews, autora principal do estudo publicado hoje no jornal "Proceedings of the Royal Society Biological Sciences", esta pesquisa pode ajudar a explicar por que nos países desenvolvidos, onde muitas mulheres fazem dietas baixas em calorias, a proporção de nascimentos de meninos reduz.

Nos últimos 40 anos, foi registrado um pequeno, mas constante decréscimo - da ordem de um por 1.000 a cada ano - no número de meninos nascidos nos países desenvolvidos.

O estudo foi realizado com 740 mulheres britânicas, grávidas pela primeira vez, e que optaram por não saber o sexo do bebê. As entrevistadas foram perguntadas sobre seus hábitos alimentícios antes e no início da gravidez.

As mulheres foram divididas em três grupos em função do número de calorias consumidas por dia, na data da concepção.

Do grupo que ingeriu mais calorias, 56% das mulheres tiveram meninos, enquanto no grupo com o nível mais baixo de calorias, apenas 45%.

Os pesquisadores também comprovaram que as mulheres que tiveram meninos estavam mais inclinadas a tomar nutrientes como potássio, cálcio e vitaminas C, E e B12, e a comer cereais antes da gravidez.

Segundo o estudo, pesquisas anteriores já demonstraram que a ingestão média de calorias caiu no mundo desenvolvido.

A "epidemia de obesidade" que aflige estas sociedades é atribuída à diminuição da atividade física e a diferenças na qualidade dos alimentos e nos hábitos alimentares.

Os estudos mencionados indicam que 'pular' o café da manhã é uma prática cada vez mais comum nos EUA e que a proporção de adultos que realizam essa refeição reduziu de 86% para 75% entre 1965 e 1991.

A relação da dieta com o sexo dos filhos tem precedentes no mundo animal e é explicada pelo impulso natural de produzir descendentes, segundo o estudo.

"Potencialmente, os machos da maioria das espécies podem gerar mais filhos que as fêmeas, mas isto depende do tamanho e do status social do macho, enquanto os mais fracos podem não conseguir gerar descendentes. Pelo contrário, as fêmeas se reproduzem de forma mais consistente," afirma Matthews.

A científica explicou que "se uma mãe possui muitas reservas fará sentido gerar um filho, porque ele seguramente lhe dará mais netos que uma filha", por ser grande e forte.

No entanto, nos tempos de vacas magras "ter uma filha é uma aposta mais segura".

O estudo conclui que embora sejam os pais - por meio dos espermatozóides, X ou Y - que determinam o sexo do bebê, as mães parecem ser capazes de favorecer, na formação do gameta, o desenvolvimento de um sexo ou de outro. EFE ik/bf/fb

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