Estudo diz que participação feminina em parlamentos cresceu 60% desde 1995

Nações Unidas, 6 mar (EFE).- De cinco parlamentares eleitos em 2008 no mundo todo, aproximadamente um era mulher, um percentual recorde, de acordo com a União Interparlamentar (UIP), e que, no caso da América Latina, alcança 26,5%.

EFE |

Além disso, desde 1995 o número de parlamentares eleitas aumentou 60%, já que, naquele ano, representavam somente 11,3% do total.

A organização internacional, observadora permanente das Nações Unidas, afirmou hoje que, no ano passado, foram realizadas eleições ou renovações parlamentares em 54 países do mundo e que 18,3% das pessoas eleitas eram mulheres.

A entidade acrescentou que, dos 2.656 postos conseguidos por mulheres, 1.707 foram por eleição direta, 878 por indireta e 71 através de nomeação.

"É uma pena que não vejamos progressos em todos os parlamentos do mundo. Embora tenha havido avanços impressionantes, sobretudo na África, são necessários mais nos países onde as mulheres estão quase isentas dos órgãos de tomada de decisões", assegurou o presidente da UIP, Theo-Ben Gurirab, ao apresentar o relatório.

Dados da organização com sede em Genebra indicam que, no final de 2008, pelo menos 11,7% dos parlamentos do mundo eram presididos por mulheres (31 em 264), em sua maioria na Europa (13), na América (10) e na África (6), além de no Paquistão e em Israel.

A entidade qualificou de "impressionantes" os avanços registrados na América Latina, onde 26,5% dos postos dos 12 parlamentos renovados foram ocupados por mulheres, graças ao "êxito de candidatas em Cuba (43,2%) e nas Câmaras Altas de Belize (38,5%) e Granada (30,8%)".

Em conjunto, as mulheres ocupam 21,5% dos assentos parlamentares da região, o maior percentual depois dos países nórdicos (com 41%).

Pela primeira vez desde que a UIP faz um levantamento dos dados, houve, em 2008, em 15% dos parlamentos mundiais, um percentual de participação de mulheres equivalente ou superior a 30%, uma meta das Nações Unidas.

No caso das Câmaras Baixas ou únicas, a participação feminina de 30% foi alcançada em 24% dos países ou territórios, seis pontos percentuais a mais que em 1998, quando todas as nações que atingiam este nível eram européias. No que diz respeito às Câmaras Altas, a percentagem era de 15%.

Segundo os dados da UIP, 40% dessas Câmaras parlamentares onde as mulheres alcançam 30% são de países europeus, cerca de 33% da África e 23% da América Latina.

Nos Estados Unidos, a participação feminina foi de 17%, enquanto na Europa as mulheres conquistaram 21% dos assentos disponíveis.

Já um quarto dos parlamentos do mundo têm menos de 10% de mulheres entre suas fileiras.

Além disso, ainda existem nove parlamentos nos quais não há uma só mulher, em sua maioria de ilhas do Pacífico e de Estados árabes do Golfo Pérsico.

A região mais atrasada é Ásia - com uma média de presença feminina de 17,8% -, mas ali há exceções como o Nepal, que, com seu sistema de cotas, alcançou 32,8%. O pior percentual da região ficou com o Irã, com 2,8%. EFE mgl/db

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