Estudo diz que estrelas mortas podem dar pistas sobre evolução de planetas

Washington, 5 jan (EFE).- As estrelas mortas abrigam as pistas sobre a evolução dos planetas, especialmente da Terra, segundo um estudo divulgado hoje perante uma reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos em Long Beach, Califórnia.

EFE |

Essas estrelas, conhecidas como "anãs brancas", estão cobertas por restos de asteróides que contêm os materiais a partir dos quais foram formados os planetas, segundo o estudo preparado por pesquisadores da Universidade da Califórnia.

O observatório espacial Spitzer da Nasa (agência espacial americana) detectou com seu telescópio infravermelho um total de oito dessas "anãs brancas", circundadas pelos restos de asteróides.

Um comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa informa que, até agora, os resultados sugerem que os materiais que formam a Terra e outros corpos rochosos do sistema solar poderiam ser muito comuns no universo.

"Se fossem moídos os asteróides e os planetas rochosos, seria obtido o mesmo pó que vemos nos sistemas de estrelas", indicou Michael Jura, que apresentou os resultados do estudo perante a Sociedade Astronômica dos Estados Unidos.

"Isto nos diz que as estrelas têm asteróides como os nossos e que, portanto, poderiam ter planetas rochosos", acrescentou.

Os asteróides e os planetas se formam a partir de pó que gira em torno de estrelas jovens e quando esse pó se junta, forma em última instância os planetas. Os asteróides são o material restante.

Por outra parte, quando uma estrela como o sol se aproxima do fim de sua vida, se transforma em um gigante candente que consome os planetas próximos e altera a órbita dos asteróides e planetas externos.

No fim, essa estrela se encolhe e se converte no que os astrônomos chamam de "anã branca".

Spitzer observou vestígios de asteróides em torno das anãs brancas com seu espectrógrafo infravermelho que lhe permitiu estabelecer sua constituição mineral.

Nos oito sistemas observados, Spitzer determinou que o pó contém materiais de silício similares à olivina, encontrada em muitos lugares da Terra.

"Esta é uma pista que indica que o material rochoso que circunda estas estrelas evoluiu de forma similar ao nosso", indicou Jura.

Os dados fornecidos por Spitzer também sugerem que não há carbono nesses escombros rochosos, como outros asteróides e planetas rochosos do sistema solar que mostram poucos sinais desse elemento, acrescentou o JPL. EFE ojl/db

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