Estudo diz que estrelas gêmeas podem apresentar diferenças

(embargada até às 14h, horário de Brasília) Londres, 18 jun (EFE).- Ao contrário dos bebês humanos, as estrelas gêmeas idênticas não nascem ao mesmo tempo, o que permite que suas características se diferenciem em seu desenvolvimento, diz um estudo publicado hoje pela revista científica britânica Nature.

EFE |

Duas estrelas gêmeas idênticas são aquelas que têm a mesma massa e se formaram a partir da mesma nuvem de gases e poeira, duas características que determinam suas outras propriedades: raio, temperatura e luminosidade.

Diante disto, este tipo de estrelas deveria ser igual em todos os sentidos, mas cientistas da Universidade de Vanderbilt (Estados Unidos) descobriram o contrário.

Enquanto estudavam duas estrelas gêmeas de um jovem sistema binário eclipsado (aquele em que duas estrelas se ofuscam enquanto orbitam) da nebulosa de Orion, observaram que, apesar de terem a mesma massa, se diferenciavam em 10% na temperatura, em 50% na luminosidade e entre 5% e 10% no raio.

Os especialistas afirmam que estas diferenças indicam que uma das estrelas gêmeas nasceu cerca de 50 mil anos antes da outra, o que gerou diferenças em seus desenvolvimentos.

Para o professor de astronomia Keivan Stassun esta descoberta permitirá que se explique a história das estrelas jovens (como as estudadas, que têm cerca de um milhão de anos).

Esta pesquisa obrigará os cientistas a reavaliarem os modelos de formação de estrelas existentes para reajustarem a forma de medição da massa e da idade dos jovens corpos celestes. EFE vmg/ev/fal

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