Redação Central, 20 jan (EFE).- O barulho de explosões e de algumas armas de fogo pode causar lesões cerebrais leves, de acordo com estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Os cientistas, que publicaram os resultados da pesquisa na revista "Journal of Neurotrauma", afirmaram que tiros de armas como os canhões superam os níveis máximos de ruído recomendados pelo corpo humano.

A lesão cerebral traumática é comum nos combatentes americanos no Iraque e Afeganistão.

Os soldados sofreram com falhas de memória, além de transtornos nos processos mentais e problemas emocionais, de fala, visão e audição.

A equipe sueca estudou os efeitos do barulho no cérebro de ratos e porcos. No processo, efetuaram disparos de um canhão Howitzer, uma arma antitanque e uma espingarda, além de detonarem explosivos plásticos sob a água.

O Howitzer e a arma antitanque superaram os níveis máximos de exposição ao barulho de explosões ou disparos. Com isso, a pele e os ossos não conseguiram proteger o cérebro.

Segundo os cientistas, ocorre uma pressão que pode causar hemorragias no tecido cerebral.

Estes resultados são semelhantes às lesões sofridas por soldados feridos ou mortos em guerras.

A equipe sueca, no entanto, explicou que é difícil realizar este tipo de estudo em seres humanos. Isto porque, adotando este procedimento, não é possível detectar lesões leves.

Uma das conseqüências da pesquisa foi o fato de o Exército da Suécia ter restringido a exposição de seus membros a disparos e explosões. EFE vmg/plc

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