Santiago do Chile, 10 ago (EFE).- Um grande número de crianças e jovens menores de idade da América Latina sofre maus-tratos físicos ou psicológicos dentro de casa, segundo um artigo divulgado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

O estudo, publicado por ocasião do Dia Internacional da Criança, comemorado ontem, se fundamenta em pesquisas feitas em 16 países da região. Os resultados mostraram que uma elevada porcentagem de adultos, algumas vezes maior que 80%, considera os maus-tratos uma prática normal de educação e socialização.

A violência contra menores é um fenômeno em ascensão que poucas vezes é denunciado, diz o texto do estudo "Maus-tratos infantil: uma dolorosa realidade porta adentro", que inclui resultados dos estudos feitos em Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e em países do Caribe e da América Central.

Na Colômbia, 42% das mulheres entrevistadas disseram que seus maridos punem os filhos com agressões físicas.

Já no Uruguai, 82% dos adultos ouvidos pelo Ministério de Desenvolvimento Social em 2008 confirmaram o uso da violência psicológica ou física contra crianças dentro de casa.

Segundo a psicóloga Soledad Larraín e a socióloga Carolina Bascuñan, ambas do Unicef, por trás dos maus-tratos contra menores podem estar casos de casos de violência e abuso sofridos pelos pais durante a infância. Este fenômeno é conhecido como "transmissão intergeracional de violência". EFE ob/sc

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