Barcelona, 10 mai (EFE).- Um estudo realizado por um consórcio internacional que analisou as características genéticas de 136 mil pessoas permitiu a identificação de oito variantes de genes associadas à pressão arterial e à hipertensão.

As variantes descobertas refletem que um dos mecanismos mais importantes que influem na pressão arterial está relacionado com o controle dos níveis de sal e ao diâmetro das artérias.

O estudo, elaborado por uma equipe formada por 164 pesquisadores de 93 centros dos Estados Unidos e da Europa, entre eles o Instituto Municipal de Investigação Médica (IMIM) de Barcelona, aponta que, embora cada uma dessas variantes tenha um efeito leve sobre a pressão arterial, a combinação de todas pode ser bastante prejudicial.

O coordenador do grupo de pesquisa em epidemiologia e genética cardiovascular do IMIM, Roberto Elosua, explicou em entrevista à Agência Efe que a descoberta ajudará a entender os mecanismos que provocam a hipertensão.

"Em um futuro, a médio prazo, isso abrirá a possibilidade de identificar enzimas terapêuticas para remédios que contribuirão para controlar a hipertensão, e já veremos se pode ajudar a criar tratamentos personalizados", assinalou o pesquisador espanhol.

Embora se tenha detectado alguns elementos do estilo de vida que aumentam o risco de hipertensão - consumo de álcool, vida sedentária e sobrepeso - em 95% dos casos se desconheciam as causas.

No entanto, havia indícios de fatores genéticos por uma maior aparição dessa patologia em algumas famílias.

Estima-se que a hipertensão cause cerca de sete milhões de mortes por ano no mundo. EFE saf/rr

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