Estudo confirma germinação de semente de 2 mil anos de antiguidade

Washington, 12 jun (EFE).- Cientistas israelenses confirmaram que sementes encontradas na localidade bíblica de Masada (Israel), e que conseguiram germinar em 2005, têm 2 mil anos de antiguidade, revelou um estudo publicado hoje na revista Science.

EFE |

A palmeira nascida de uma dessas sementes recebeu o nome de "Matusalém", o personagem mais longevo mencionado na Bíblia.

A semente foi achada há 40 anos em Masada, uma fortaleza onde um grupo de judeus se suicidou para não ser capturado pelos invasores romanos, segundo a Bíblia.

Sob a vigilância e o tratamento de Elaine Solowey, da Organização Médica Hadassh, em Jerusalém, a semente começou a germinar em 2005, dando vida a uma palmeira de tâmaras que 26 meses depois tinha crescido e chegado a uma altura de 1,5 metro.

Segundo Sarah Sallon, diretora do projeto, a palmeira de tâmaras goza de perfeita saúde e só tem manchas brancas em algumas de suas folhas.

Os cientistas suspeitavam que a palmeira tinha nascido da semente mais antiga conhecida, superando uma de loto de 1.300 anos de antiguidade.

Essas suspeitas se confirmaram quando Markus Egli, co-autor do relatório, analisou outras duas sementes descobertas no mesmo lugar, assim como fragmentos do original ainda aderidos às raízes da palmeira Matusalém.

Foram estudados os níveis de uma forma de carbono que se encontra em todos os seres vivos e que sofre uma decadência a um ritmo previsível, o que permite determinar sua idade.

A análise demonstrou que, com efeito, a semente tem cerca de 2 mil anos, indicou Solowey.

O problema para os cientistas agora é determinar o gênero da planta, e isso só poderá ser descoberto quando chegar a uma idade adulta, mais ou menos em 2010.

Caso produza frutos, a árvore será rebatizada com o nome de "senhora Matusalém", indicou Sallon. EFE

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