Estudo com macacos mostra que vacina pode combater vírus semelhante ao HIV

(Embargada até 16h de Brasília) Londres, 9 nov (EFE).- Um estudo realizado com macacos, cujos resultados estão publicados na revista Nature, indica que é possível dar instruções às chamadas células T para que protejam contra um vírus semelhante ao HIV, causador da aids.

EFE |

Essa vacina só poderá ser usada em macacos, e nunca em humanos, mas a descoberta feita pelos cientistas indica que poderia ser viável, a princípio, desenvolver uma vacina eficaz contra a aids.

Uma equipe dirigida por Dan Barouch, do Centro Médico Diaconisa Beth Israel, em Boston (EUA), manipulou o vírus responsável pelo resfriado comum para que se transformasse em portador de uma proteína individual do vírus da imunodeficiência símia (SIV), o equivalente nos macacos do HIV.

Ao contrário do procedimento seguido com outras vacinas, os macacos receberam uma elaborada com uma cepa distinta do vírus do resfriado, para causar uma forte reação imunológica frente à proteína do SIV.

Quando foi administrada uma dose letal do SIV, os animais vacinados conseguiram se defender do ataque da aids e mantiveram-se saudáveis durante mais de um ano depois da infecção, algo que os cientistas acham que se deve, pelo menos em parte, à poderosa reação imunológica gerada pela vacina.

Uma das cepas do vírus do resfriado utilizadas para preparar a vacina - adenovírus serótipo 5 -, mostrou aumentar nos testes clínicos com humanos a suscetibilidade ao HIV, em vez de proteger frente ao vírus.

Por esse motivo, essa vacina concreta não poderia ser aplicada em pessoas, mas o importante, afirmam os pesquisadores, é que parece ter sido demonstrado que as células T - linfócitos encarregados de coordenar a resposta imunológica - poderiam ser utilizadas para combater o vírus da aids. EFE jr/an

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