(embargada até as 20h, no horário de Brasília, de domingo, 16 de agosto de 2009). Washington, 16 ago (EFE).- Do total das notas de dólares que circulam nos Estados Unidos e no Canadá, 90% apresentam restos de cocaína, revelou um estudo apresentado hoje durante a reunião anual da Sociedade Química Americana, realizada em Washington.

No caso dos EUA, a contaminação do papel-moeda é ainda maior nas grandes cidades como Baltimore, Boston e Detroit, assim como na capital, onde 95% das notas em circulação contêm restos da droga.

Cientistas da Universidade de Massachusetts afirmaram que os resultados de seu estudo demonstram o amplo consumo de cocaína nos dois países, o que pode estar aumentando em algumas regiões.

Os cientistas analisaram notas procedentes de mais de 30 cidades dos EUA, Canadá, Brasil, China e Japão e encontraram "provas alarmantes" do consumo de cocaína em muitas regiões, indicou o estudo.

Os níveis mais altos foram registrados nos EUA e no Canadá, com um nível de contaminação nas notas de entre 85% e 90%.

Níveis muito menores, de entre 12% e 20%, foram detectados na China e no Japão.

Segundo Yuegang Zuo, que dirigiu o estudo, a alta porcentagem de notas com rastros de droga nos EUA representa um aumento de quase 20%, comparado com uma pesquisa similar realizada há dois anos.

Há vários anos, se sabe que o dinheiro pode se contaminar com cocaína durante as vendas ilegais da droga e, sobretudo, quando as notas são utilizadas para a inalação.

Os restos da droga também se propagam em notas não utilizadas no consumo da droga, porque são processadas em máquinas que as contam e as contaminam.

Apesar da alta porcentagem de contaminação, Zuo afirma que a quantidade de droga encontradas nas notas é tão pequena que não existe perigo para a saúde ou problemas legais para quem carregar o dinheiro. EFE ojl/pd

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