Estudo aponta que 300 mil soldados dos EUA sofrem distúrbios

Por David Morgan WASHINGTON (Reuters) - Cerca de 300 mil soldados norte-americanos que voltaram do Iraque e do Afeganistão têm sintomas de depressão ou da síndrome de estresse pós-traumático, mas metade deles não recebe tratamento, segundo um estudo independente lançado na quinta-feira.

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O estudo da RAND Corp. também estimou que outros 320 mil soldados sofreram um possível dano traumático no cérebro durante o serviço. Mas os pesquisadores não conseguiram precisar quantos destes casos são sérios ou precisam de tratamento.

Considerado a primeira pesquisa não-governamental em grande escala do tipo, o estudo descobriu que o estresse pós-traumático e a depressão afligem 18,5 por cento dos mais de 1,5 milhão de militares norte-americanos que combateram nos dois países.

Os números estão aproximadamente alinhados com as pesquisas anteriores. Em fevereiro, uma valiação feita pelo Exército dos Estados Unidos mostrou que 17,9 por cento dos soldados que lutaram no Iraque e no Afeganistão sofriam de estresse agudo, depressão ou ansiedade em 2007. Em 2006, eram 19,1 por cento.

Mas o estudo de 500 páginas da RAND, baseado em entrevistas com mais de 1.900 soldados, marinheiros e fuzileiros navais, disse também que apenas metade dos combatentes que têm estes problemas recebe tratamento. E, na metade desses casos, o tratamento é somente minimamente adequado.

'Há uma enorme crise de saúde entre estes homens e mulheres que serviram para a nossa nação no Iraque e no Afeganistão', disse Terri Tanielian, pesquisadora da RAND que ajudou a liderar o estudo.

'A não ser que recebam tratamento adequado e efetivo para essas condições mentais, haverá consequências de longo prazo para eles e para a nação.'

O estudo diz que muitos militares não procuram tratamento porque temem que o estigma associado aos problemas psicológicos possa prejudicar suas carreiras.

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