Estudo aponta que 3 milhões viviam com HIV em 2007 na América

Washington, 2 dez (EFE).- Um estudo publicado hoje pela Organização Pan-americana da Saúde aponta que três milhões de pessoas viviam com HIV na América em 2007, número mais alto em comparação com os 2,7 milhões registrados em 2001.

EFE |

Os dados, divulgados um dia depois da celebração do Dia Mundial Contra a Aids, ressaltam o nivelamento da epidemia na região pan-americana.

Apesar do crescimento de 11% em seis anos, o gerente do programa regional do HIV/aids na OPS, Gottfried Hirnschall, aponta "um progresso na região".

No entanto, destacou que "ainda há um número inaceitável de novas infecções, e a mortalidade é maior que a esperada".

Em 2007, aproximadamente 214 mil pessoas contraíram o HIV no continente americano, número que equivale a 586 pessoas infectadas por dia.

Além disso, essa filial da Organização Mundial da Saúde (OMS) assinala que durante o ano passado cerca de 100 mil pessoas morreram desta doença.

Segundo os últimos dados disponíveis, se estima que 62% das pessoas que necessitam de tratamentos anti-retrovirais (ART) estão recebendo.

O organismo alerta que "o estigma" frente às pessoas com HIV continua sendo um problema que se soma a seu sofrimento e aos esforços de prevenção e tratamento.

Para Hirnschall, os maiores desafios em resposta ao HIV nas Américas são aumentar e centrar os esforços de prevenção sobre os grupos onde está ocorrendo a transmissão ou fortalecer os sistemas de saúde e regularizar nele os esforços contra o HIV.

Além disso, a OPS defende a mobilização de outros setores como, por exemplo, o da educação, para obter uma resposta mais ampla e melhorar a coordenação entre agências e organismos das Nações Unidas, aumentando assim a participação da sociedade civil nos esforços contra o HIV.

"Realmente devemos nos focar na prevenção", enfatizou Hirnschall, que disse ainda que "o número de novas pessoas com HIV sempre superará o número das que estão recebendo tratamento".

A fim de destacar a comunicação como ferramenta para prevenir a doença, a OPS mostrará até 12 de dezembro uma exposição em sua sede de Washington. EFE ag/rr

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