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Estudo aponta mudanças no Wall Street Journal desde venda a Murdoch

Washington, 24 abr (EFE).- A capa do diário The Wall Street Journal passou a trazer menos reportagens sobre empresas e a dar mais espaço a temas políticos e internacionais, segundo um estudo divulgado hoje que analisa a publicação desde que, em dezembro passado, foi comprada pelo australiano e magnata das comunicações Rupert Murdoch.

EFE |

A análise do Centro para a Excelência no Jornalismo, que pode ser lida no site do instituto, coincide com a renúncia, nesta semana, do diretor do "Wall Street Journal", Marcus Brauchli, e com a impressão generalizada de que Murdoch quer mudar o jornal econômico para fazê-lo concorrer com o "New York Times".

Mark Jurkowitz, o autor do estudo, analisou a primeira página da publicação durante os últimos quatro meses.

"A capa do 'Wall Street Journal' mudou claramente", conclui Jurkowitz, segundo quem, apesar da redução do conteúdo empresarial, o jornal econômico mais famoso dos Estados Unidos ainda não é tão variado quanto o "NY Times".

A principal mudança desde a chegada de Murdoch está relacionada aos temas políticos e à atual campanha presidencial.

"Entre dezembro de 2007 e março de 2008, a cobertura (política) mais que triplicou, ao ocupar 18% do espaço para notícias, contra 5% nos quatro meses anteriores à troca de dono", destacou o autor do estudo.

A maior vítima dessas mudanças foram as reportagens empresariais.

"Na era Murdoch, a cobertura da América corporativa caiu em mais de 50%, até ocupar 14% do espaço da primeira página, contra 30% nos meses anteriores à venda", destaca a análise.

Sob a direção de Murdoch, o "Wall Street Journal" também passou a dar mais atenção a eventos internacionais nos quais os Estados Unidos não estão diretamente envolvidos - o espaço de capa dedicado a eles aumentou de 18% para 25%.

Outra mudança de destaque foi o menor espaço concedido aos temas ambientais, de transporte e de saúde.

Já a crise econômica americana, o setor hipotecário e outros temas macroeconômicos continuaram a ser tratados da mesma forma, com um espaço médio de capa de 15%.

Também se manteve estável o acompanhamento dos assuntos internacionais em que os EUA tiveram um papel fundamental, os quais continuaram ocupando 4% da capa.

A análise aponta como claro exemplo das mudanças no "Wall Street Journal" a capa do último dia 21, quando as primárias democratas da Pensilvânia, que aconteceram no dia seguintes, ocuparam a maior parte da primeira página. EFE tb/sc

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