Doença degenerativa afeta 26 milhões de pessoas no mundo

A combinação de um exame de imagens do cérebro com um teste de memória parece ser a melhor forma de prognosticar o Mal de Alzheimer, afirmaram hoje (1/7) pesquisadores norte-americanos.

A afirmação foi retirada de um grande estudo que atualmente analisa vários exames de imagem do cérebro. Os exames possuem marcadores biológicos para identificar pacientes com problemas cognitivos que acabam por desenvolver a doença.

“Quando olhamos de forma independente, são todos úteis para prognosticar a evolução da enfermidade”, disse Susan Landau, da Universidade da Califórnia, Berkeley, autora do estudo que foi publicado na revista Neurology.

“Colocamos todos os testes juntos no mesmo modelo estatístico e os comparamos para ver quais eram os mais úteis”, disse Susan em entrevista por telefone.

Os pesquisadores fizeram testes de memória e do cérebro de 85 pessoas com leve deficiência cognitiva, que participavam de um grande estudo chamado “Alzheimer’s Disease Neuroimaging Initiative”.

Os exames incluíram um teste de memória episódica, no qual o paciente tinha de recordar corretamente uma lista de palavras. Eles também foram examinados para ver se tinham uma variante do gene APOA, que está associado ao Alzheimer.

Os pesquisadores fizeram então ressonâncias magnéticas para medir o volume do cérebro e do hipocampo – região cerebral responsável por aprendizagem e memória – e mediram a quantidade de duas proteínas relacionadas com a doença degenerativa. Por fim, os pacientes foram submetidos a uma tomografia com emissão de pósitrons (PET/CT) para ver como cérebro usava a glicose presente no sangue.

Quando compararam a eficácia de cada teste para predizer a aparição do Alzheimer, os de memória e de imagem despontaram como os melhores. “As pessoas que tiveram os piores resultados nestes testes eram quase 12 vezes mais propensas a sofrer da doença do que as que tiveram marcadores normais”, disse Landau.

Os pacientes que participaram do estudo tinham entre 55 e 90 anos e foram acompanhados por quase dois anos. Durante esse período, 28 dos 85 participantes desenvolveram a doença.

Várias equipes de pesquisa estão trabalhando em todo o mundo para encontrar melhores alternativas para detectar a doença, na esperança de desenvolver remédios que possam combatê-la antes que ela evolua.

Os tratamentos atuais não podem reverter o curso do Alzheimer, uma forma de demência degenerativa que afeta mais de 26 milhões de pessoas no mundo.

Por Julie Steenhuysen

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