Jerusalém, 2 jun (EFE).- Pelo menos 70% dos árabes residentes no norte de Israel não têm acesso a refúgios ou locais protegidos, segundo um estudo hoje.

O relatório foi elaborado pela organização pró-direitos dos árabes com cidadania israelense Mudabarah e coincide com o maior exercício de defesa civil na história de Israel, feito essa semana.

Das povoações árabe-israelenses, 80% não estão preparadas perante uma eventual situação de crise, incluindo uma escalada militar, um desastre natural ou ataques com mísseis.

Em Nazaré, maior cidade árabe de Israel, não existem refúgios públicos, e 75% de seus residentes não têm acesso a locais seguros particulares, segundo o relatório.

O relatório revela que na maioria das cidades mistas nas quais reside população judaica e árabe, os bairros de maioria árabe não estão preparados para uma situação de emergência.

O Comando da Retaguarda do Exército israelense iniciou hoje uma simulação para estudar o nível de preparação da população civil perante uma situação de catástrofe.

Esta manhã foram disparadas as 2.300 sirenes antiaéreas divididas por todo o país que soaram para advertir a população que deveria se refugiar em quartos e ambientes seguros durante dez minutos.

A simulação de hoje, seguida amplamente em centros educativos e instituições públicas, faz parte de um exercício mais amplo denominado "Ponto de Inflexão 3", iniciado no domingo passado em meio a advertências da classe política sobre a ameaça de um ataque do Irã. EFE db/rr

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