Berlim, 18 mai (EFE).- Um estudo de uma ONG alerta para as profundas diferenças sociais que continuam existindo entre o leste e o oeste da Alemanha, quase 20 anos após a reunificação.

Segundo o "Atlas da Pobreza" do país, apresentado hoje em Berlim, 14,3% da população alemã é pobre, mas em algumas regiões este percentual é muito menor ou maior.

No estado alemão de Baden-Württemberg (sudoeste), por exemplo, o índice de pobreza na região em que fica a turística Floresta Negra é de 7,4%. Já em Antepomerania, no nordeste, os pobres são 27% da população local.

"Quando a região mais pobre tem um índice de pobreza quatro vezes maior que o da mais rica, estamos numa situação em que não há igualdade de condições de vida", disse Ullrich Schneider, diretor da ONG responsável pelo estudo.

Segundo o especialista, se não forem tomadas medidas contra o fosso que separa pobres de ricos, é inevitável que a situação piore em muitas regiões do país.

"A longo prazo, o que precisamos é integrar a política social à política econômica com fomento direto nas regiões", acrescentou Schneider.

O diretor do ONG criticou algumas medidas do Governo contra a crise atual e destacou que um terço dos 10 bilhões de euros destinados a investimentos em educação e infraestrutura beneficiam três estados federados com taxas de pobreza baixas.

No estudo, foi utilizada a definição de que pobre é todo aquele que recebe menos de 60% da renda média da população alemã. EFE rz/sc

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