Estudo agroflorestal deve abrir mercado de carbono aos pobres

Por Daniel Wallis NAIRÓBI (Reuters) - Pesquisadores internacionais lançaram um estudo de 12 milhões de dólares na segunda-feira com o objetivo de ajudar a muitos dos agricultores mais pobres do mundo a se beneficiar de projetos multibilionários para limitar as emissões de gases-estufa.

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O Projeto Benefícios do Carbono, de 18 meses de duração, examinará localidades rurais no Quênia, Níger, Nigéria e China para verificar a quantidade de carbono estocada em árvores e no solo quando a terra for gerida de forma sustentável.

O projeto é dirigido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), o braço financeiro das convenções internacionais sobre questões ambientais, com sede em Washington.

O desmatamento da floresta tropical é responsável por um quinto das emissões dos gases-estufa provenientes da atividade humana. As árvores absorvem dióxido de carbono enquanto crescem e o liberam ao serem queimadas.

A agricultura contribui tanto para o aquecimento global quanto todos os aviões, carros e caminhões do mundo, e isso aumentará à medida que o planeta tentar alimentar 3 bilhões de pessoas a mais até 2050.

A precificação de árvores existentes e a estocagem do carbono no solo poderá dar aos países em desenvolvimento um incentivo para preservar as florestas e adotar práticas ambientalmente corretas.

O novo estudo medirá o impacto de tais práticas sobre o carbono do solo.

Aproximadamente 190 países concordaram em estabelecer um novo tratado climático, sob os auspícios da ONU, em dezembro na Dinamarca. O acordo deverá intensificar a luta contra o aquecimento global, que, segundo os cientistas, provocará mais ondas de calor, secas, enchentes e elevação do nível dos oceanos.

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