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Washington, 18 jun (EFE).- Os orangotangos, não os chimpanzés, como se pensava antes, são os ancestrais mais próximos do homem, segundo um estudo realizado por antropólogos americanos, publicado hoje na revista Journal of Biogeography.

Os cientistas afirmaram que, segundo as análises de DNA e de fósseis, a ideia de que os chimpanzés seriam os primatas mais próximos do homem é "problemática".

Jeffrey Schwartz, professor de antropologia da Universidade de Pittsburgh, e John Grehan, presidente da Academia de Artes e Ciências, analisaram centenas de características físicas de chimpanzés, gorilas e orangotangos.

Depois de analisar 63 exemplares, determinaram que os seres humanos compartilhavam 28 características com os orangotangos, mas somente duas com os chimpanzés e sete com os gorilas.

Além disso, compararam 56 características dos seres humanos modernos, os hominídeos fósseis (como o australopitecos) e os fósseis de outros primatas.

Essa análise determinou que os orangotangos compartilhavam oito traços com os primeiros seres humanos e o australopitecos.

Segundo os cientistas, a presença de características de orangotangos nos australopitecos contradiz a expectativa gerada pela análise de DNA que dizia que homens primitivos eram similares aos chimpanzés.

Schwartz e Grehan reconheceram que os primeiros seres humanos e os primeiros primatas apareceram primeiro na África, enquanto que os orangotangos modernos surgiram no sudeste asiático.

Como explicação, disseram que os ancestrais comuns entre homens e orangotangos migraram entre a África, Europa e Ásia há entre 12 milhões e 13 milhões de anos. EFE ojl/pd