Estudo afirma que cérebro de psicopatas reage diante de recompensas

O cérebro de psicopatas parece estar constantemente procurando uma recompensa a qualquer custo, afirma uma nova pesquisa da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos. O estudo mostra o papel do sistema de recompensa cerebral em psicopatas e abre uma nova frente de estudos em doenças mentais.

iG São Paulo |

"Psicopatas são sempre vistos como criminosos de sangue frio que pegam o que querem sem pensar nas consequências", afirma Joshua Buckholtz, líder do novo estudo e pesquisador do Departamento de Psicologia da universidade. "Nós descobrimos uma hiperreação do neurotransmissor dopamina, que pode ser a fundação de alguns dos mais problemáticos comportamentos associados à psicopatia, como crimes violentos, reincidência e abuso de drogas.

Os pesquisadores deram a voluntários uma dose de anfetamina e, através de ressonância magnética, acompanharam a liberação de dopamina em seus cérebros em resposta ao estimulante. "Nossa hipótese era que os traços psicopatas também estão ligados a disfunções nos circuitos de recompensa de dopamina", afirma Buckholtz. "Coerente com o que achávamos, encontramos pessoas que com traços altos de psicopatia tinham quase quatro vezes a quantidade de dopamina liberada em resposta à anfetamina". 


Psicopatas: disfunção no sistema de recompensa cerebral (Foto:Divulgação)


Na segunda parte do estudo, os voluntários foram informados de receberiam uma recompensa em dinheiro para completar uma tarefa. Os pesquisadores descobriram que nos indivíduos com elevadas características de psicopatia, a área de recompensa da dopamina tinha mais atividade, com a antecipação do prêmio monetário, em comparação ao outros voluntários.

"Psicopatas são incapazes de alterar sua atenção até que consigam o que eles estão esperando e isso pode advir de uma resposta exagerada de dopamina, " explica o pesquisador. "Não é só que eles não apreciam uma ameaça em potencial, mas a antecipação ou motivação de uma recompensa supera suas preocupações, explica o professor David Zalda, coautor da pesquisa.

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