Os serviços de saúde devem se preparar para combater uma bactéria cada vez mais resistente e presente nos hospitais, a Acinetobacter baumannii, adverte um estudo publicado nesta terça-feira.

A A. baumannii representa uma ameaça crescente e cada vez mais difícil de se enfrentar, assinala um estudo dirigido pelo professor Matthew Falagas (Atenas) e publicado no jornal britânico The Lancet Infectious Diseases.

Pesquisas recentes revelam que esta bactéria já apresenta uma taxa de resistência a antibióticos da ordem de 30%.

A A. baumannii, naturalmente presente na pele, no tubo digestivo e na garganta de certas pessoas (portadores saudáveis), tem um papel crescente nas infecções hospitalares, causando pneumonias, septicemias e infecções urinárias, especialmente em pacientes já enfraquecidos por cirurgias, queda do sistema imunológico e em idade avançada.

A taxa de óbito entre os pacientes com infecção hospitalar provocada por esta bactéria multiresistente varia de 17 a 46% por septicemia, podendo chegar a 70% por pneumonia, segundo as autoridades de saúde francesas.

A observação de regras estritas, como lavar as mãos, limitar os contatos e esterilizar o material reutilizável são essenciais para se combater o problema, destaca o doutor Drosos Karageorgopoulos, que defende ainda medidas para a identificação de medicamentos e combinações terapêuticas mais eficientes.

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