Buenos Aires, 3 ago (EFE).- Dez milhões de crianças voltaram hoje às escolas na Argentina sob um estrito controle sanitário, após um mês de férias forçadas devido à expansão da gripe suína, que até agora deixou mais de 230 mortos no país.

Com o objetivo de evitar o contágio, o Ministério da Saúde argentino emitiu várias recomendações para o pessoal de direção e docente das escolas, assim como para os alunos e os pais, aos quais advertem que "uma criança com febre, tosse, calafrios e prostração não pode ir ao colégio".

Entre as recomendações, pedem a aplicação de "um estrito controle de entrada" e os que apresentarem sintomatologia respiratória febril devem passar por uma revisão médica, além de habilitar um espaço no colégio para poder isolar esses caso momentaneamente, até que voltem para casa.

Além disso, solicitam que as salas de aula sejam mantidas "bem arejadas e limpas", que se incentive que as crianças lavem as mãos várias vezes durante sua estadia na escola, e que os professores os ensinem a espirrar ou tossir sobre um lenço descartável, que deverão depois jogar no lixo.

As escolas de todos os níveis de ensino públicas e privadas de 18 jurisdições, entre elas a capital e a província de Buenos Aires, voltarão as aulas após as férias ampliadas em um mês por causa da gripe suína.

Na semana passada, colégios de algumas províncias também voltaram às aulas.

As universidades do país também retomam hoje o ciclo letivo, com o início da inscrição para as disciplinas do segundo semestre, cujo começo foi adiado devido à expansão do vírus.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE ea/an

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