Após ordenar o encerramento das transmissões de seis canais de televisão e ver membros importantes de seu governo pedirem demissão, o presidente venezuelano Hugo Chávez teve de enfrentar uma onda de protestos que ocuparam as ruas da capital Caracas.

AP
Venezuelanos protestam contra Cháves em Caracas

Venezuelanos protestam contra Chávez em Caracas

Marchando contra a repressão policial, que teria matado dois estudantes no departamento de Mérida , e contra o canal de televisão estatal Venezolana de Televisión (VTV), cerca de 8 mil estudantes gritaram palavras de ordem a favor da democracia.

"Queremos um governo democrático de fato, com todos os partidos representados no poder", disse Roderick Navarro, presidente da Federação de Centros Universitários e líder dos protestos desta terça-feira. "É inadmissível que o senhor Chávez diga que vivemos numa democracia quando a própria televisão estatal não transmite os protestos que ocupam todo o país".

Sob lemas como "No tengo luz, no tengo agua. Por eso Chávez yo te pido que te vayas" ("Não tenho luz, não tenho água. Por isso Chávez te peço que se vá"), numa alusão aos sérios problemas de racionamento enfrentados pela população, os estudantes enfrentaram a polícia. Mas, ao final, conseguiram entrar em um acordo com a direção da VTV.

Nenhum membro do governo se manifestou a respeito dos protestos. 

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