Estudantes que forem flagrados colando durante as provas nacionais no Quênia podem ter que pagar altas multas, de acordo com uma proposta do Conselho Nacional de Exames do país. A multa mínima seria de R$ 1,3 mil e a máxima, de R$ 6,7 mil.

Se o projeto for adotado, pessoas que tiverem as questões das provas antes da data do exame podem enfrentar punições semelhantes.

Em 2007, o conselho nacional anulou os resultados de mais de 40 mil alunos que fizeram os exames finais do ensino médio em meio a denúncias de conduta inapropriada e erros de correção.

Houve alegações de que funcionários responsáveis pelos exames desrespeitaram as regras e venderam o conteúdo das provas a estudantes, pais e professores.

Segundo as leis atuais, quem é considerado culpado de cola ou fraude tem que pagar uma multa R$ 130, mas o presidente do Conselho Nacional de Exames do Quênia, Paul Wasanga, diz que a legislação foi revisada pela última vez em 1981 e precisa ser reforçada.

As regras de hoje não prevêem o uso de novas tecnologias como telefones celulares e iPods durante as provas.

A proposta de novas punições acontece pouco antes dos exames nacionais que acontecem em outubro e novembro no Quênia. Além de pagar a multa, os alunos que forem pegos trapaceando, segundo o projeto, vão ter os resultados anulados e vão ficar proibidos de refazer as provas por dois anos.

Se mais de um terço dos estudantes de uma escola forem considerados culpados de cola ou fraude, a instituição será proibida de administrar exames.

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