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Estudantes pedem a Obama fim da opressão marroquina no Saara

Rabat, 16 ago (EFE).- Os seis estudantes saaráuis que foram impedidos pelo Governo do Marrocos no começo de agosto de viajar a Londres para participar de um seminário sobre o Saara Ocidental pediram ao presidente americano, Barack Obama, para acabar com a opressão marroquina sobre esse território.

EFE |

Em carta assinada em El Aaiun, capital administrativa do Saara Ocidental, os seis se dirigem a Obama na qualidade "não de líderes, chefes de Estado ou políticos, mas de meninos que são diferentes de outros meninos do mundo", por estarem "privados, oprimidos e serem tratados muito injustamente".

O grupo tinha previsto participar na Inglaterra na iniciativa Talk Together, na qual durante duas semanas jovens do Marrocos, do Saara Ocidental, da Noruega, da Inglaterra e de campos de refugiados saaráuis de Tinduf falariam sobre seu dia-a-dia e suas posturas políticas.

A organização Anistia Internacional (AI) denunciou em 7 de agosto que os três meninos e três meninas, além de outro grupo de estudantes marroquinos cuja viagem foi negada, contavam com toda a documentação necessária e não receberam qualquer justificativa legal das forças de segurança.

Os seis saaráuis, que, segundo a AI, foram qualificados de "separatistas e membros do Polisário", expressam a Obama sua admiração e como desde sua posse como presidente realizou sua "nobre tarefa" de tentar fazer valer a paz, a tolerância e a coexistência para um mundo melhor.

E "em nome da paz, da tolerância e da coexistência", pediram para que o presidente os "resgate", assim como o povo marroquino, do "assédio que há muito tempo se estabeleceu em todos os níveis" na região.

"Imploramos para que ponha fim à opressão marroquina e que (os marroquinos) deixem de nos prejudicar e de corromper nossa terra", pediram os jovens. EFE mgr/db

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