Estudantes opositores a Chávez irão à OEA contra repressão

Caracas, 2 mai (EFE).- Militantes estudantis opostos ao Governo venezuelano anunciaram hoje que denunciarão a instâncias como a Organização dos Estados Americanos (OEA) a grotesca repressão policial da marcha opositora realizada ontem em Caracas pelo Dia do Trabalho.

EFE |

O estudante de direito da Universidade Central da Venezuela (UCV, estatal) e dirigente acadêmico Kennedy Bolívar afirmou que eles irão à Procuradoria federal e à Suprema Corte do país, assim como à OEA, para "denunciar a repressão brutal dos organismos de segurança do Estado contra uma população pacífica".

Em entrevista coletiva, Bolívar não especificou quando apresentarão as denúncias, mas reiterou a "rejeição contundente" do movimento estudantil opositor "à grotesca repressão" registrada ontem contra setores políticos e sindicais opostos ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.

A Polícia dispersou com bombas lacrimogêneas uma passeata opositora comemorativa do Primeiro de Maio em Caracas, paralela a outra manifestação, governista, com o argumento de que um suposto grupo de choque havia tentado ultrapassar as cercas que serviam de limite ao percurso da manifestação.

Pelo menos 17 opositores e dois policiais ficaram feridos, enquanto quatro pessoas foram presas, uma das seria um seguidor do Governo que tentou atacar os opositores, informou hoje o jornal "Últimas Noticias", de Caracas.

Chávez elogiou a atuação da Polícia e pôs a culpa nos opositores, acusando-os de estarem com comportamento "violento e cheio de ódio", e alegando que isso "obrigou" os agentes a atacá-los com gás lacrimogêneo. EFE gf/jp

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