Estudantes iranianas presas iniciam greve de fome

Jovens cumprem pena por propaganda política anti-Estado. Presa foi indicada ao Prêmio Estudantil da Paz 2010

Reuters |

TEERÃ - Duas estudantes iranianas presas iniciaram uma greve de fome, informou um site reformista na terça-feira, no mais recente de uma série de protestos desse tipo que vem atraindo manifestações de preocupação da ONU e até mesmo de alguns clérigos conservadores da República Islâmica.

Bahareh Hedayat, que foi indicada ao Prêmio Estudantil da Paz 2010 pela União Estudantil Europeia, está cumprindo pena de nove anos e seis meses de prisão por propaganda política anti-Estado. Sua colega grevista de fome, Mahdieh Golroo, está cumprindo pena de um ano de prisão.

O site reformista Kalame informou que as duas começaram a recusar alimentos. O site não deu mais informações sobre a condição em que elas se encontram, já que elas são proibidas de receber visitas.

A Alta Comissária da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, expressou preocupação em novembro com os ativistas de direitos humanos detidos no Irã que fazem greves de fome, e um grupo de clérigos conservadores também se manifestou.

A Associação de Pesquisadores e Professores de Seminário de Qom exortou o Parlamento iraniano a investigar a situação, expressando preocupação especial com o cineasta e jornalista Mohammad Nourizad.

Preso por escrever cartas críticas endereçadas ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei, Nourizad entrou em greve de fome em 11 de dezembro. Ele foi transferido ao hospital na semana passada, quando sua condição se deteriorou, informaram sites reformistas.

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