Estudantes entram em choque com polícia em 2º dia de paralisação no Chile

Jovens armam barricadas, bloqueiam ruas e atiram coquetéis molotov contra policiais, que respondem com gás e jatos d'água

iG São Paulo |

Grupos de jovens encapuzados armaram barricadas e atacaram a polícia com coquetéis molotov em diferentes pontos da capital chilena, Santiago, nesta quarta-feira, no segundo dia de uma paralisação de 48 horas convocada pelo movimento estudantil chileno.

AP
Manifestantes bloqueiam rua no centro de Santiago, capital do Chile

As manifestações começaram por volta das 7h30 no horário local (8h30 de Brasília), em frente à Universidade de Santiago (Usach), onde jovens montaram barricadas interrompendo a passagem de pedestres em uma calçada da Alameda, a principal via da capital.

Os estudantes lançaram coquetéis molotov contra a polícia, que utilizou jatos d'água e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Os incidentes se repetiram perto de universidades e escolas no centro da cidade e no bairro de Providência, onde os distúrbios dificultaram a circulação de veículos.

O subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, classificou o primeiro dia de mobilizações como “uma nova jornada de violência”. Segundo ele, 263 manifestantes foram detidos.

O ministro afirmou que "há grupos que estão coordenados para gerar um quadro de violência e alteração da ordem pública" e destacou os confrontos registrados durante a madrugada, na região norte da capital, ocasião em que dois policiais foram feridos com balas de chumbo. "O governo condena este tipo de ação e reitera que as convocações para paralisar o país não colaboram com o diálogo", declarou.

Para esta quarta-feira está previsto o retorno dos líderes estudantis Camila Vallejo, presidente da Confederação dos Estudantes do Chile (Confech), e Giorgio Jackson, presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica do Chile (Feuc), respectivamente, depois de um giro por França, Bélgica e Suíça, durante o qual denunciaram a crise do setor educacional em seu país.

Líderes estudantis estão pedindo por uma reforma no sistema educacional chileno, o qual, segundo eles, é desigual e precisa de investimentos. O sistema é dividido entre escolas públicas e privadas, e críticos têm rotulado essa forma como um "apartheid educacional".

Os manifestantes querem que o governo central tome o controle total da educação e aumente os investimentos em escolas e universidades públicas. Piñera prometeu uma reforma limitada, com um investimento extra de US$ 4 bilhões, mas rejeitou que o governo controle plenamente a educação.

Com Ansa e EFE

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