Estudantes e professores voltam a protestar no Chile

SANTIAGO (Reuters) - Estudantes chilenos entraram em confronto com policiais na quarta-feira, em Santiago, durante mais um ato de protesto contra um projeto de lei polêmico na área de educação, que também levou milhares de professores às ruas na cidade de Valparaíso, sede do Congresso. Estudantes universitários e de ensino médio fizeram uma passeata e foram dispersados pela polícia com jatos dágua e bombas de gás lacrimogêneo.

Reuters |

Até o início da tarde, 106 estudantes haviam sido detidos na manifestação contra a polêmica lei de educação, sob alegação de que não ajuda a melhorar a questionada qualidade do ensino público no país e amplia as diferenças entre ricos e pobres.

Em Valparaíso, a 120 quilômetros da capital, cerca de 10.000 professores fizeram uma passeata até o Congresso, onde o projeto de lei está sendo debatido por deputados.

'A qualidade da educação pública é muito ruim, por isso não se pode competir com os poderosos neste país', disse a jornalistas Jaime Gajardo, presidente de uma entidade que reúne professores no país.

Segundo lideranças estudantis e de professores, o setor não progride, apesar de o país registrar um superávit fiscal recorde.

O projeto de lei, que busca melhorar a qualidade da educação, não agradou professores nem estudantes.

A iniciativa busca modificar uma legislação prévia, a Lei Orgânica Constitucional de Ensino (LOCE), criada um dia antes do fim da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).

(Reportagem de Rodrigo Martínez)

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