Estudantes e policiais se enfrentam em Honduras

Por Fabián Cambero TEGUCIGALPA (Reuters) - Estudantes e policiais entraram em confronto nesta quarta-feira, em uma universidade de Tegucigalpa, após uma manifestação pelo retorno do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

Reuters |

Os universitários fecharam, ao meio dia (15h em Brasília), as ruas no entorno do campus da Universidade Nacional Autônoma de Honduras como sinal de protesto. Com o início da repressão policial para liberar as vias, eles se refugiaram na universidade.

Os estudantes exigiam o retorno imediato de Zelaya, deposto em um golpe de Estado em 28 de junho. Funcionários da universidade que tentaram negociar com os policiais foram agredidas com cacetetes, incluindo a reitora, Julieta Castellanos.

"Isso é condenável, é um ato de barbárie inaceitável e que viola a autonomia universitária. Não podemos permitir que reprimam os universitários dessa forma", afirmou a reitora, atingida por gás lacrimogênio.

"Fui jogada no chão e caí sobre um dos companheiros. Não podemos deixar os estudantes indefesos ante o atropelo à universidade. Vamos denunciar a polícia por esses atos violentos, eles não têm atribuições para entrar no campus".

A polícia também usou jatos d'água para dispersar os manifestantes, que revidavam com pedradas.

Paralelamente, em diversos pontos de Honduras, foram organizadas passeatas de simpatizantes de Zelaya que chegarão na próxima terça-feira a Tegucigalpa e San Pedro Sula.

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