Estudantes e pais devem ser principal alvo de vacina contra gripe, diz estudo

Washington, 20 ago (EFE).- Os estudantes e seus pais devem ser vacinados prioritariamente contra a gripe A e a comum, já que são os principais portadores de seus vírus, afirmou um estudo publicado hoje pela revista Science.

EFE |

Segundo cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Yale e da Universidade de Clemson, o controle da gripe em geral poderia ser alcançado com a vacinação de crianças em idade escolar e adultos de entre 30 e 39 anos.

Essa sugestão se contrapõe às recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que afirma que a vacina deve ser aplicada preferencialmente em menores de cinco anos e maiores de 50.

De acordo com modelos de transmissão do vírus desenvolvidos pelos cientistas, a melhor forma de proteção contra os surtos gripais consiste em deter os altos níveis de contágio entre as crianças e seus pais.

Isso deve ser feito apesar de outros grupos (crianças menores que cinco anos e idosos) apresentarem sintomas muito mais severos.

"As vacinas deveriam se usadas para prevenir o contágio nas escolas e entre os pais, para impedir a disseminação da gripe para o resto da população", afirmou Khan Medlock, matemático da Universidade de Clemson.

No entanto, Medlock admitiu que o CDC evoluiu em suas recomendações nos últimos anos, especialmente diante da aparição do vírus H1N1, causador da gripe A, "e está avançando na direção correta".

Os modelos desenvolvidos pelos cientistas utilizaram dados e índices de mortalidade registrados em outros surtos epidêmicos de gripe, como os de 1918 e 1957.

Também levaram em conta os níveis de contágio e chegaram à conclusão de que as crianças e seus pais devem ser os alvos principais de uma campanha de vacinação, especialmente se a oferta da vacina não for muito grande, indicou o estudo.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu sobre a possibilidade de não haver vacinas o suficiente contra o H1N1, pelo cultivo das cepas do vírus ser lento demais. EFE ojl/pd

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