Estudantes convocam marcha contra inabilitações políticas na Venezuela

Caracas, 2 jul (EFE).- O movimento estudantil venezuelano convocou, para o próximo dia 12 de julho, uma manifestação contra a inabilitação de alguns políticos opositores para as eleições regionais e municipais de 23 de novembro.

EFE |

"Convidamos o povo da Venezuela a se levantar democraticamente", declarou em entrevista coletiva Yon Goicoechea, líder estudantil da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB).

Ele disse que a mobilização partirá de diversos pontos de Caracas, e será encerrada na sede do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), no centro da capital.

Goicoechea acrescentou que a intenção da manifestação, que se somará a outras já realizadas pelo mesmo motivo, é "defender o direito de escolha", e reiterou que as inabilitações são na verdade "uma espécie de eliminação política" dos líderes opositores.

As inabilitações para exercer cargos públicos, impostas pela Controladoria Geral, são fruto de denúncias por mau uso dos fundos públicos, e afetam cerca de 400 funcionários e ex-funcionários, muitos deles opositores.

Entre eles se encontra o atual prefeito do município de Chacao, na região metropolitana de Caracas, o opositor Leopoldo López.

A oposição rejeita as inabilitações impostas pela Controladoria, por considerá-las "antidemocráticas" e "anticonstitucionais", e argumentam que não existe uma sentença do Supremo que as sustente.

Por sua parte, o Controlador Geral Clodosbaldo Russián negou esta semana que as inabilitações tenham "motivação política".

Russián atribuiu os protestos da oposição a seu "interesse em participar do processo eleitoral que se aproxima", e denunciou que os candidatos inabilitados "não demonstraram que são inocentes" das acusações de corrupção.

Outra figura emblemática do movimento estudantil da UCAB, Freddy Guevara, advertiu que as inabilitações não podem ser toleradas, pois caso contrário "o Governo passará a utilizar este mecanismo, sempre que se sentir ameaçado por alguém".

A decisão final sobre as inabilitações está nas mãos do Supremo, que deverá decidir sobre a legalidade da medida adotada pela Controladoria. EFE mmm/gs

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