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Estudantes atribuem a chavistas violência que Chávez os imputa

Caracas, 1 fev (EFE).- Dirigentes estudantis das universidades da Venezuela atribuíram hoje a grupos chavistas os atos violentos imputados a eles pelo Governo do presidente Hugo Chávez, entre estes a morte de dois estudantes governistas.

EFE |

Os estudantes de Mérida foram os mais atingidos porque além dois mortos na segunda-feira passada, "a (sede da) Federação de Centros Universitários foi queimada" e "estes grupos violentos estão perseguindo os dirigentes opositores", contou Roderick Navarro, presidente da Federação de Universitários da Universidade Central da Venezuela (UCV).

Nizar el Farih, dirigente da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB), disse em entrevista coletiva conjunta com Navarro e outros líderes universitários opositores que "o movimento estudantil estará amanhã na Procuradoria Geral apresentando as provas" de sua inocência desse e de outros episódios de violência.

Os responsáveis "são os que têm o discurso violento", ressaltou Farih, revelando que após os ataques à sede dos estudantes da UCAB (na sexta-feira), organizações da região expressaram solidariedade.

Foi "glorioso e digno" que as comunidades de Antímano, "vizinhas da Universidade Católica, viessem no domingo nos prestar solidariedade e reparassem os danos" que esses grupos governistas causaram também na sede desta instituição, ressaltou Farih.

Roberto Patiño, presidente da Federação de Centros Estudantis da também estatal USB, disse que os dirigentes universitários opositores "são sistematicamente atacados por grupos violentos", por isso que rejeitou que a Defensoria Pública tenha pedido à Promotoria para investigá-los.

"Mantemos nossa mensagem sem violência, mas firme e decidida", acrescentou Navarro e Patiño assinalou que "o Governo dedicou o fim de semana para fazer um chamado à guerra ao movimento estudantil, porque quer o povo contra o povo".

"Quer fazer com que os estudantes sejam atacados pelo povo, mas nós queremos dizer que somos o povo, viemos do povo e não vão nos colocar na agenda da violência, porque é na violência que este Governo polariza seu poder", manifestou Patiño.

Chávez disse no domingo que a nova onda de manifestações gerada por causa da suspensão de várias redes de TV a cabo tem "o mesmo formato de violência" que seus opositores usaram em outras ocasiões e que teve o auge no golpe de Estado que o derrubou por dois dias em 2002.

"Diante desta situação, é necessário que nosso povo se organize em batalha" e "a presença viva e ativa dos estudantes revolucionários nas ruas deve ser um muro de contenção que dissuada e neutralize os que pretendem incendiar nossas cidades", ressaltou.

No seu programa dominical de rádio e televisão "Alô Presidente" e nos seus artigos semanais "As linhas de Chávez", o governante disse que as manifestações opositoras evidenciaram que seus opositores não contam com o apoio popular em massa.

O líder advertiu que por trás dos protestos existem grupos armados que dispararam contra alunos afins ao Governo, que realizaram manifestações favoráveis a ele, o que levou a morte de dois jovens em Mérida e inúmeros feridos e detidos nessa e em outras cidades do país. EFE ar/dm

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