Estudante que vive no Japão teme falta de energia, água e comida

Mineira que mora na província de Tsukuba diz que sistema de trens e ônibus está parado, impedindo acesso a Tóquio

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Mineira de Belo Horizonte, a estudante Milleanni Dominguez, de 26 anos, vive em Tsukuba, Ibaraki, província a cerca de uma hora e trinta minutos de Tóquio. De lá, ela contou à reportagem do iG sobre falhas nos serviços de transporte e o temor de racionamento de energia elétrica e água.

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De acordo com estudante, prateleiras dos supermercados está vazia e possível falta de comida preocupa
“O trem e os ônibus que saem de Tsukuba estão parados, muitos amigos estão em Tóquio tentando regressar a Tsukuba e não conseguem. Em casa tenho eletricidade e gás, mas não tenho água. Em alguns pontos da cidade não tem nem mesmo eletricidade. Tinha um caminhão de água no parque hoje, e todos estão tentando estocar a maior quantidade de água possível”, informou Milleanni, que permanece em seu apartamento, pois o prédio, segundo ela, está seguro.

A brasileira também teme que falte comida porque supermercados já estão com as prateleiras vazias. “Os supermercados e lojas de conveniência já estão vazios, estou um pouco preocupada, porque não tenho um estoque grande de comida”, disse.

Sobre o uso de energia elétrica, Milleanni contou que a ordem do governo é economizar. Ela afirma que a partir deste domingo a energia será cortada em vários pontos do país. Isso para que possa ser fornecida energia em áreas mais críticas.

A mineira pretende ir para a Coreia do Sul em nove dias, pois já tinha planejado a viagem. Ela disse que a ideia é ficar lá até que a situação no Japão melhore, especialmente no que diz respeito ao perigo de radiação.

“Por mais complicado que seja, eu ainda tenho que dar graças a Deus por não estar nas regiões afetadas pelo tsunami.”

Milleani disse que esteve em Sendai no ano passado e, acompanhando pela televisão os estragos, mal consegue acreditar no que vê. “Quando vejo a foto da cidade agora, não consigo acreditar que seja o mesmo local. Um verdadeiro caos.”

Na noite que sucedeu o tsunami, a brasileira descreveu que se sentia “dormindo em uma cadeira de balanço”. Apesar de dizer que ficou apavorada, pois teve muitos danos materiais em casa, ela conseguiu contato com a família em Belo Horizonte, por meio da Internet.

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