Estudante joga água no rosto da ministra da Educação no Chile

SANTIAGO (Reuters) - Uma adolescente chilena não encontrou melhor forma de protestar contra o sistema educacional de seu país do que jogar água no rosto da ministra da pasta em meio a um evento público. A atitude foi condenada imediatamente pelo governo. Nos últimos meses, professores e estudantes intensificaram os protestos nas ruas contra uma iniciativa legal do governo, que quer melhorar as leis vigentes afirmando que elas não fortalecem a educação pública e gratuita, diante das escolas privadas.

Reuters |

'Queria expressar como governo a mais enérgica rejeição à atitude que um grupo de alunos teve com a ministra da Educação, que foi um ato de violência e que não corresponde ao país', disse a jornalistas o ministro porta-voz do governo, Francisco Vidal.

'Dessa maneira não melhoramos nem um milímetro a educação no Chile, assim, do ponto de vista do governo, expresso o repúdio mais contundente a essa atitude e obviamente o respaldo que merece a ministra da Educação', acrescentou.

Estudantes e professores enfrentaram, algumas vezes violentamente, a polícia nos protestos de rua. E, para acalmar os ânimos do setor, o governo decidiu promover mesas de diálogo com seus representantes.

Em uma destas jornadas, aconteceu o incidente com a ministra Mônica Jiménez. Uma estudante de 14 anos pegou a jarra da mesa que estava a ministra e jogou a água em seu rosto.

'A agressão é uma reação à impossibilidade de ter palavras para dialogar, à falta de argumentos; quando há argumentos se dialoga', disse a ministra.

Jiménez espera um pedido público de desculpas não só da parte da estudante, como também do Colégio de Professores, que esteve por trás de várias mobilizações contra o projeto de lei.

(Reportagem de Mónica Vargas)

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