Santiago do Chile, 14 jul (EFE).- Uma estudante de 14 anos jogou hoje um jarro de água sobre a ministra da Educação chilena, Mónica Jiménez, que teve que se retirar de um evento sobre o ensino público, em Santiago, e suspender seu discurso diante do espanto dos presentes, informou a imprensa local.

A jovem atirou a água na ministra, que participava do evento, em protesto contra as detenções de estudantes durante as manifestações realizadas nos últimos meses contra a nova Lei Geral de Educação promovida pelo Governo de Michelle Bachelet.

"Deram-me um banho, mas podia ter sido com água morna", brincou a ministra da Educação quando, uma hora mais tarde, voltou para fazer declarações à imprensa, com a mesma roupa, mas já seca.

Após expressar preocupação por quão "violentos" se mostraram os jovens, Jiménez se referiu aos meios empregados pelos Carabineiros (polícia militarizada) para dispersar as manifestações de estudantes, como o gás lacrimogêneo ou os carros que lançam água.

A ministra considerou que a ação de hoje "desprestigiou" os estudantes e os professores, que, em sua opinião, "demonstraram que não são capazes de dialogar". Já o porta-voz do Governo, Francisco Vidal, condenou o que, para ele, foi um "ato de violência".

No entanto, o presidente do Regional Metropolitano do Colégio de Professores, Jorge Abedrapo, disse entender a jovem que molhou a ministra, "porque a violência que houve contra os estudantes foi pavorosa", afirmou à "Rádio Bío Bío".

O projeto sobre a nova lei educativa, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados do Chile e tramita agora no Senado, é rejeitado por estudantes e professores, que acreditam que a proposta fomenta a desigualdade e a segregação. EFE frf/rb/db

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