Estudante coloca Rice em saia justa ao perguntar sobre torturas

Washington, 4 mai (EFE).- A ex-chefe da diplomacia americana Condoleezza Rice foi colocada contra a parede neste fim de semana por um estudante de ensino fundamental que perguntou a ela sobre os interrogatórios da CIA (agência central de inteligência dos Estados Unidos) durante o Governo de George W.

EFE |

Bush.

A cena, detalhada hoje pelo jornal "The Washington Post", ocorreu em uma escola judaica da capital, o lugar escolhido por Rice para a primeira aparição na capital americana após ter deixado o Governo.

O "Washington Post" explicou que a ex-secretária de Estado americana falou aos alunos sobre o amor que sente por Israel, das viagens ao exterior e da importância de falar idiomas antes de aceitar perguntas "do público".

As primeiras perguntas foram lugar-comum, como a que questionou sobre "como foi crescer no Alabama quando era um estado segregado?".

Em seguida, o jovem estudante Misha Lerner tocou em um dos temas mais polêmicos da Administração anterior, ao perguntar a Rice o que achava dos comentários do Governo do presidente Barack Obama sobre os métodos de interrogatório a suspeitos de terrorismo durante o mandato de Bush.

Tanto Obama como vários membros de seu Governo qualificaram de "tortura" algumas das técnicas de interrogatório utilizadas pelo Governo Bush, como a asfixia simulada.

Rice respondeu que não queria criticar Obama, mas insistiu em que Bush assegurou ao gabinete que não fariam "nada, nada" contra a lei ou das obrigações internacionais contraídas pelos Estados Unidos.

"Espero que entendam que foram momentos muito difíceis. Estávamos aterrorizados com a possibilidade de outro ataque (terrorista) contra o país", afirmou.

"Inclusive perante essas difíceis circunstâncias, o presidente não estava preparado para fazer algo ilegal e espero que as pessoas entendam que estávamos tentando proteger o país", acrescentou.

A ex-chefe da diplomacia americana gerou uma grande polêmica na semana passada quando disse a um grupo de estudantes da Universidade de Stanford, Califórnia, que a asfixia simulada era legal "por definição, se foi autorizada pelo presidente". EFE tb/db

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