Estrela gigante Betelgeuse, uma das mais brilhantes, está diminuindo

A estrela gigante Betelgeuse, da constelação de Orion, uma das oito mais brilhantes do firmamento, diminuiu 15% nos últimos 15 anos, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira.

AFP |

"Observar esta mudança é surpreendente", revelou o astrofísico Charles Townes, professor honorário da Universidade da Califórnia em Berkeley, laureado com o prêmio Nobel de Física em 1964.

"Continuaremos observando esta estrela de perto nos próximos anos para ver se ela continuará se reduzindo ou voltará a seu tamanho inicial", acrescentou, afirmando não saber o porquê desta redução de tamanho.

"Apesar de tudo o que sabemos sobre as galáxias e o universo distante, ainda temos muito que aprender sobre as estrelas, inclusive o que acontece quando estes gigantes vermelhos (como Betelgeuse) chegam ao final de sua existência", destacou Townes, que apresentou seu trabalho na conferência da American Astronomical Society (AAS) reunida em Pasadena, Califórnia (oeste), que começou no dia 7 e vai até 11 de junho.

Alpha Orionis (a Orionis) conhecida como Betelgeuse é uma estrela de brilho variável, sendo também a segunda estrela mais brilhante na constelação de Orion. É a primeira estrela cujo tamanho foi medido e continua sendo uma das poucas que aparece como um disco em vez de um ponto luminoso nas observações realizadas com o telescópio espacial Hubble.

Em 1921, Francis Pease e Albert Michelson puderam medir o diâmetro da estrela com a ajuda de um interferômetro óptico. Seu diâmetro foi então estimado como o equivalente à órbita de Marte.

No ano passado, novas medições estimaram a distância de Betelgeuse em relação à Terra em 430 a 640 anos-luz, e seu diâmetro em 822,78 milhões de quilômetros.

Um ano-luz corresponde a 9,461 trilhões de km.

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